(Kelly Rutherford num vestido Dior e o charmoso irresistível Matthew Settle: que belo conjuntinho)
As pessoas que lêem revistas cor-de-rosa, dividem-se em dois grandes grupos: A) as pessoas que utilizam as revistas como terapia e B) as pessoas que vivem em função da vida dos que aparecem nessas revistas.
As pessoas A sabem perfeitamente que nada ganham ou perdem ao lerem revistas cor-de-rosa. Na verdade as pessoas A lêem essas revistas para tirarem partido delas como uma terapia. Em vez de irem fazer reiki ou meditação ou enfiarem-se no cabeleireiro para terem cusquices à borla, as pessoas A lêem as novidades e rumores dos famosos e deliciam-se a ver fotografias e a comentar mentalmente ou em voz alta, as roupas, as pernas, os penteados e as caras. É tão relaxante.
As pessoas B não sabem que não ganham nada ao lerem revistas cor-de-rosa e todas as semanas compram, pelo menos em média, quatro revistas. Se formos a perguntar a uma pessoa dessas a que horas é que alguém do jet set sai do banho, elas podem muito bem saber e até incharem de orgulho. Ali ficam elas, a comentar com alguém ao lado, que alguém do jet set perdeu 11kg como se estivessem a falar dos filhos, irmãos e pais, pois o entusiasmo é o mesmo, ou maior ainda. Já vi pessoas B com os olhos a cintilarem, só de falarem das cusquices que leram.
Se pusermos uma pessoa A e uma pessoa B a dizer a mesma coisa, dá-se mais ou menos assim:
pessoa A: "A não sei das quantas separou-se"
pessoa B: "A não sei das quantas pôs os corninhos no marido, uiiiiiii, e já deve andar com um milionário, que aquilo é só roupas caras. Ainda anteontem apareceu numa festa no Algarve a comer caviar com um de óculos. Mas também é bem feita para o marido que andou naquele vai não vai agora olha, pode ser que acorde."
Eu sou pessoa A. Uso as revistas como terapia e nunca tive vergonha disso. Mas se as puder não comprar e lê-las em qualquer lado, ainda melhor.

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